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Seu tear “à prova de erros” ficou muito
conhecido no mundo e, em 1929, enviou seu filho Kiichiro Toyoda
à Inglaterra para negociar os direitos das suas patentes.
O dinheiro obtido nessa negociação foi o capital
inicial de uma empresa que hoje é a Toyota.
Seu filho Kiichiro, que era engenheiro, iniciou seu trabalho
no desenvolvimento de motores pequenos de combustão
à gasolina. Seguindo os passos do pai, de inovação
e de “aprender fazendo”, continuou com o conceito
de “Melhoria Contínua” e em 1937 produziu
o primeiro protótipo de automóvel, estabelecendo
as bases para fundar a Toyota Motor Company Ltda. Desenvolveu
conceitos muito importantes como o Just In Time, o “Supermercado
de Peças” e o Kanban.
Os membros da família Toyoda cresceram com a filosofia
de “colocar a mão na massa”, inovação
e melhoria contínua.
Seu primo Eiji Toyoda, que o sucedeu, continuou seu trabalho
e presidiu a empresa durante os anos mais vitais do seu crescimento
após a guerra. Com a ajuda de Taiichi Ono, que trabalhava
na fábrica de teares, desenvolveu o Sistema Toyota
de Produção.
Após o termino da Segunda Grande Guerra, os engenheiros
e cientistas japoneses, passaram um grande período
de visitas nos EUA para conhecer o funcionamento o sistema
de produção em massa da indústria americana
e ao retornarem, verificaram a impossibilidade de reproduzir
este modelo nos processos da Toyota.
A industria americana tinha alta demanda em função
de um mercado em grande expansão, entretanto no Japão
pós guerra, a demanda por produtos era limitada, com
necessidade de uma grande variedade de produtos para serem
produzidos nas mesmas instalações industriais
ou linhas de produção e escassos recursos para
investimentos.
Por pura necessidade, Ono e os engenheiros da Toyota iniciaram
um sistema para criar soluções que viabilizasse
os processos de manufatura e que permitissem fabricação
de produtos em pequenos lotes, porém com grande variedade
de produtos, que atendesse a exata demanda dos clientes, com
baixo estoque e que as linhas de produção fossem
simples, práticas, sem desperdícios e com poucos
investimentos.
O desafio de Ono era o de aperfeiçoar os processos
de fabricação para se tornar igual à
produtividade americana que era 7 vezes maior. Para isso,
a Toyota teve que quebrar grandes paradigmas e, com a aversão
ao desperdício, criou o “Fluxo Unitário
de Peças”, utilizando o conceito de “Produção
Puxada” com Just in Time, Qualidade na Fonte, Kanban,
Jidoka, 5 S, Células de Manufatura, Setup Rápido,
etc.
A crise do petróleo em 1973 gerou recessão global
e estagnação econômica nas empresas em
todo o mundo. A Toyota foi a que mais rapidamente se adaptou
e superou a crise graças ao seu sistema enxuto de produção,
conseguindo colocar no mercado, carros mais baratos, de melhor
qualidade, com menor consumo de combustível surpreendendo
toda a industria ocidental e em particular a industria automobilista
americana.
A partir daí a comunidade industrial internacional
vem buscando utilizar os conceitos do Lean Manufacturing nos
seus processos, que é a concentração
na velocidade de suprimento, ou no “lead time”,
através da eliminação dos desperdícios
em cada passo da cadeia de valor, proporcionando melhor qualidade
com redução de custos e aumentando a moral dos
funcionários.
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